25/08/2016

estamos aqui…



A grande revelação da Ciência é a de que as extinções em massa no passado tiveram um papel fulcral no processo de evolução de todos os seres vivos através de um processo natural, até ao nível em que actualmente nos encontramos.
Chegamos aqui, desde o ponto em que tudo começou lá atrás no início da génese. Durante estes milhares e milhares de anos, fomos tropeçando e evoluindo. Passamos para a fase de criativos. Connosco nasceu a paciência e a persistência. São vectores que acompanham os nossos passos desde esses tempos, da horizontalidade até atingirmos a postura da verticalidade. Consequentemente cresceu o nosso índice de intelectualidade, a nossa capacidade de inteligência. Pelo trabalho conquistado, aprendemos que a persistência e perseverança trazem mais-valias ao nosso bem-estar. Aprendemos a sair de um lugar e ultrapassar a curiosidade do horizonte dos nossos olhos. O homem desenvolveu e aprendeu a técnica da organização e planeamento. Os resultados apareceram e continuam aparecer indefinidamente. Do sonho à realidade conquistada, só a si se deve, ao seu mérito. Da aprendizagem resultante do instinto da guerra, primitivamente desenvolvida, renasceu das suas cinzas o amor, que tem o poder de transformar tudo e todos, só porque na realidade temos muitas coisas em comum. Os desprevenidos são ainda uma parte que se deixou ficar para trás, são mais lentos, presunçosos, alimentam os prevaricadores. São os redutores do sistema. Acreditam no destino e no azar. Olham para isso como uma fatalidade. Cada vez mais, temos a monumental tarefa de desenvolver a pedagogia da racionalidade. A vitória é um trunfo dos mais capazes, é um quantum de evolução da capacidade científica advinda do uso da inteligência humana em harmonia com as demais forças vivas na natureza. Os desprevenidos ainda não adquiriram a capacidade de se interrogar sobre o porquê das coisas que giram em torno de si, fica mais cómodo atribuir as culpas dos seus fracassos ao destino, aos outros, porque isso é mais cómodo, livra-os de responsabilidades. Vivem no marasmo do adormecimento e perturbam-se em torno de todos aqueles que à sua volta estão um degrau mais acima. Semeiam a discórdia, a agitação, a incompetência, a brutalidade, sobretudo fazem crer através da sua ignorância o quanto estão certos. Se olharmos atentos à nossa volta, por cima de muros que fomos construindo ao longo dos tempos para justificar o nosso poder em relação a outros, então vemos que para além disso existe a força da vida, impulsionada pela vibração do Universo. Pelo estudo, pelo esforço, dedicação, sempre encontraremos soluções positivas para todas as contrariedades humanas e físicas presentes neste Planeta onde estamos ancorados em breve passagem, sempre com um bilhete de regresso. Pela inspiração obtemos as energias necessárias para a nossa subsistência, caminhamos nas horas certas, nos locais certos onde um rol de acontecimentos acontece à nossa dimensão. Cada um de nós tem uma experiência única que deverá vivenciar, mas que terá que partilhar no colectivo. Vivemos em sociedade e por isso nesta altura já aprendemos a partilhar. O amor é sobretudo isso, o sentimento da partilha. Podemos então acreditar que nunca estamos sós, e o facto de estamos aqui ancorados temporariamente, já por si só, é uma vitória do nosso esforço em evoluir. Estamos aqui, até que possamos atingir outro estágio. No fundo estamos irremediavelmente numa escola, que é para a vida toda, aqui ou em outro plano do Universo.

25 Agosto 2016 (João Eduardo)

Biblografia:
- Cláudio Lirange Zadata, revisor de livros
- Wellington Balbo, escritor
- Revista Verdade e Luz, Portugal.


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