25/09/2016

Palavras soltas




Somos susceptíveis de amor e bondade. Amamos a virtude, a educação, o heroísmo. O sentimento de beleza moral está gravado em nós. Então se assim é, só podemos afirmar que foram adquiridos em outras paragens da vida espiritual. A harmonia das leis e das coisas penetra-nos e inebria-nos constantemente. Para além da matéria que nos envolve somos sobretudo um ser espiritual. Sentimos, amamos, possuímos a consciência, a vontade e o sentido da razão. 
Precisamos de saber quem somos no plural e o que sou eu, no singular. Concluimos que somos imensamente todos diferentes. A consciência aquieta-nos, de onde viemos e para onde vamos. Existe algo mais do que esta na humanidade que nos entra pelos sentidos.
Analisando e percebendo a pertinência destas questões, conseguimos elevar um sentido diferente da nossa vida. Entender que fazemos parte integrante do universo, apesar de sermos uns frágeis residentes neste planeta. Não estamos sozinhos, presumimos que todos fazemos parte de um conjunto que se interliga, mas cujo conhecimento actual não disponibiliza ainda os seus contornos. Um dia abarcaremos esse conhecimento. Perante estas questões temos que aprender a dar uma rota à nossa vida. Para os mais espiritualizados, muitas vezes questionamos o que tem Deus para as nossas vidas? A resposta está no íntimo de cada um de nós. Na nossa vida existe obrigatoriamente uma rota que nos acompanha desde o nascimento do corpo material, até à sua extinção. Somos como um comboio que entra na linha seguindo uma rota. É por ela que que colhemos a aprendizagem. A nossa existência é esse comboio com mais ou menos carruagens adquiridas ao longo do percurso. Um dia chegaremos ao fim da linha com a carruagem final carregada com os créditos adquiridos. Apeadeiros, estações, pontes e outros obstáculos a transpor, fazem parte integrante do percurso. Essa viagem a que nos propusemos encetar, tem que nos motivar e/ou encontrar motivos para ultrapassar as traves que encontramos na linha do percurso, onde entram e saem todos aqueles que entram na nossa vida pelas razões de ordem familiar, material, profissional, social, económica, cultural, contribuindo todos eles para o aprendizado. Essencialmente as pessoas interligam-se com o sentido da partilha e também eles tem o seu percurso com inúmeros cruzamentos consoante as suas/nossas escolhas. Deixaram um pouco do seu saber e de partilha vai ficar na eternidade dos tempos.

Caldas da Rainha, 25 Setembro 2016.


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